Acorde! Para um mundo melhor – Edição 21/ Outubro

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Comunicando sustentabilidade

A edição de outubro de 2017 do Acorde foi realizada em parceria com o Pão com Manteiga, pelo tema do encontro ter foco na comunicação da sustentabilidade. O debate girou em torno do que é necessário para construir um relatório que tenha a identidade de cada empresa e que, portanto, possa comunicar seu desempenho financeiro, social e ambiental aos seus stakeholders.

Sonia Consiglio Favaretto, Diretora de Relacionamento com a mídia, Sustentabilidade e Comunicação da B3, foi a profissional convidada para discorrer sobre o tema. Reconhecida como uma das 10 “2016 Local SDG Pioneer” do mundo pelo Pacto Global da ONU por seu trabalho pelo avanço dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, Sonia é jornalista e pós-graduada em Comunicação Empresarial, Superintendente do Instituto da B3 e Presidente do Conselho Deliberativo do ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial.

A Comunicação e a cultura da sustentabilidade

As empresas buscam valor de mercado e diferenciais competitivos por meio de seus indicadores financeiros e socioambientais. Os investidores buscam informações fidedignas que os orientem para a melhor tomada de decisão. Ambos os anseios podem e devem ser atendidos por processos comunicacionais. E para que isso aconteça, o que os comunicadores têm feito para inovar na comunicação da sustentabilidade?

Por princípio, a diretriz é conhecer muito bem a empresa que deseja comunicar a gestão de sua sustentabilidade. Respeitar a cultura organizacional para, na medida do possível, representar o desejo da empresa em operar mediante padrões que a levem à perenidade. Para Sonia os objetivos sustentáveis são mundiais, e que portanto, não há alternativa para quem deseja prosperar e se manter no mercado.

“Pelo amor, pela dor ou pela inteligência a agenda da sustentabilidade chega aos negócios”, diz Sonia, convicta pela tese pessoal que esses três momentos impulsionam o mind set empresarial.

Ser sustentável não é um produto, é um processo que envolve todos os níveis de governança. Por isso, antes de escrever um relatório é essencial aprofundar o conhecimento sobre essa cultura e, assim, dar um passo adiante. A organização deve buscar melhorar seu desempenho dentro da sua própria realidade.

“Não acho que a crise econômica tenha afetado a sustentabilidade e acredito que passamos da fase de explicar o porquê esse tema é importante para os negócios. É algo que já está na agenda mundial e empresarial”.

Como forte indício desta tendência, cita o Fórum Econômico Mundial de Davos, que a cada encontro, dedica especial atenção a um relatório de riscos sociais e ambientais para conscientizar os líderes dos países a rever suas políticas.

 

Mais do que informar, fortalecer o relacionamento com os stakeholders

Do principal decisor no mercado de capitais até um importante fornecedor, todos stakeholders se beneficiam pela comunicação da sustentabilidade.

A matriz de materialidade, que define os temas mais relevantes para o negócio e seus públicos, norteia o conteúdo do relatório. Mas antes de definir qual será o nível técnico do relatório e quais padrões de métricas seguir, deve-se avaliar as informações coletadas, entendê-las, analisar as tendências para o setor, os desafios das outras empresas e o que elas relatam. Por fim, avalie quem será o consumidor final do relatório. Quem você quer atingir? E construa um documento que possa conversar com esses públicos. Atualmente, a forma mais eficaz é fazer um relato integrado, que demonstre a gestão empresarial de forma unificada.

O perfil do comunicador para a sustentabilidade

A competência em comunicação é crucial para atuar em sustentabilidade. O papel do comunicador é o de identificar as informações que justifiquem e evidenciem o desempenho organizacional, entrevistando líderes e equipes para levantar dados nas áreas a partir do direcionamento de sua relevância mediante uma metodologia, como a do GRI, por exemplo. Ele deve ouvir e envolver as áreas e, assim, conquistar e quebrar resistências quanto à restrição ao acesso às informações. Informações essas, que uma vez organizadas, serão úteis para as próprias áreas avaliarem seu esforço, mensurarem resultados e assim, redirecionarem seus esforços.

Uma boa entrevista começa em explicar o que é sustentabilidade, mostrar a importância de se relatar o desempenho organizacional da empresa, para dar visibilidade da competência de sua gestão, de seus objetivos à sociedade. É importante fazer um relatório concreto, com base na realidade.

Na visão de Sonia Favaretto, é recomendável que comunicador tenha:

Convicção. O profissional que deseja atuar com a comunicação da sustentabilidade precisa acreditar que é possível implantar a visão pela sustentabilidade em qualquer mercado. Identificar qual o propósito da empresa na sociedade é um bom começo para desenhar o plano de ação. É bom sempre se preguntar: O que faz sentido para essa organização nesse momento?

Persuasão. O segundo passo é conquistar aliados que entendam o valor de práticas sustentáveis e queiram comunica-las, a começar pela alta liderança, para logo após atingir a média gestão. Deve-se conscientizar esse público sobre a relevância do tema para a perenidade do negócio.  O engajamento da liderança é fundamental para o processo se estabelecer e ser bem-sucedido. “Algumas vezes, já há a consciência empresarial sobre o assunto, no discurso e na prática dos executivos, mas poucos associam à sustentabilidade”, afirma Sonia.

Respeito. O compromisso em ser transparente e dar satisfação sobre os resultados empresariais não deve sobrepor um modelo de cultura organizacional. A medida justa deve estar na compreensão dos limites possíveis dentro da empresa e dentro do setor de atuação.

Informação. Entender a empresa e identificar seu desafio em sustentabilidade no setor de atuação e no mundo. Desenhar a estratégia de comunicação e influência para todos os públicos, que represente verdadeiramente o que a empresa é. Trazer a percepção da sustentabilidade para o negócio e ajudar na reflexão sobre o caminho a seguir.

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Acorde! Para um mundo melhor – Edição 20/ Agosto

“Tempo, tempo, tempo mano velho”

 

IMG_3900Como na música da banda Pato Fu, o tempo é um dos recursos mais desejados da humanidade. Quem nunca ouviu um amigo ou a si mesmo pedindo para que o dia tenha mais horas? Quem nunca reclamou da falta de tempo? A sustentabilidade debate a melhor utilização de recursos, sendo o tempo um recurso vital do pilar social.

Gerir bem o tempo é fundamental para as empresas e para os próprios profissionais. Pois permite potencializar as ações e, com isso, obter melhores resultados. O primeiro passo para aproveitar melhor o dia é perceber que o tempo é diferente para cada um. É necessário se autoconhecer, aprender a lidar com imprevistos, se organizar, fazer as horas renderem, assim, você vai perceber que ele se multiplica.

“Muitas pessoas confundem horário com tempo. Tempo é vida! Se você sente que faltam horas, é essencial repensar a sua atividade e identificar o que é prioridade e que está acima de tudo, o que é importante e as demais tarefas”, afirma Vanessa Guimarães, jornalista e consultora de comunicação corporativa.

Uma dica da Vanessa é montar um cronograma. O ideal é fazer uma lista diária. Mas, se isso não for possível, tire uma hora por mês para fazer um cronograma de atividades e a cada dia, verifique o que conseguiu cumprir ou faça as adequações necessárias, incluindo os imprevistos.

Outra dica é colocar o horário que vai começar e terminar uma atividade e tentar cumprir essa meta, incluindo o intervalo entre um compromisso e outro. “Cada minuto bem utilizado, vai somar com outros para aproveitar no fim do dia. Por isso, seja pontual e demonstre respeito pelo seu tempo e o do próximo”, destaca.

Trabalhar a gestão do tempo é abrir a mente sobre como organizar o seu dia a dia, para se ter melhor qualidade de vida. Segundo Isa Basílio, analista financeiro da KF Comunicação, o ideal é “tirar um tempo para avaliar como é a sua rotina e planejar-se, classificando cada atividade pelo grau de prioridade que elas exigem: urgente é tudo o que não dá para adiar, esperar ou que tem prazo curtíssimo; importante é o que tem período determinado para acontecer; e circunstancial é toda tarefa que não traz ou agrega resultado”.

Para as empresas é fundamental compreender que cada indivíduo tem o seu próprio tempo, história e que agrega coisas diferentes e positivas. Para Vanessa, “um colaborador agindo como um robô não é positivo. É importante mostrar que todos são líderes na sua função e que o seu trabalho influencia o todo. Assim, as pessoas conseguem produzir mais e administram melhor o seu tempo”.

 

Educação em pauta no TEDxSãoPaulo

tedxspO estádio Allianz Parque foi o palco da edição 2017 da TEDxSãoPaulo, que aconteceu em 12 de agosto. O evento teve como objetivo disseminar ideias e compartilhar experiências inspiradoras para gerar discussões profundas e reflexões entre os participantes sobre o futuro da educação. Entre os palestrantes estiveram educadores, músicos, pesquisadores, entre outros. A ação tem a licença da TED, uma organização sem fins lucrativos, que tem como missão promover ideias. As palestras são referências mundiais e vistas por milhares de pessoas no mundo.

O TEDxSãoPaulo teve transmissão ao vivo gratuita e em tempo real, mas os vídeos das apresentações ainda podem ser encontrados na página do evento: facebook.com/TEDxSP.

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130º Pão com Manteiga Desafios e tendências da comunicação na era digital

Vivian Pontes, consultora convidada e Claudia Zanuso, sócia-diretora da agência destacam principais pontos da edição.

Vivemos uma era digital ou mais que isso? Para responder esta e outras questões, convidamos Vivian Pontes para tomar café conosco no 130º PCM em 23 de agosto. Mestre pela USP, especialista em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Cásper Líbero e Comunicação Institucional da SOMOS Educação, Vivian tem formação em letras e por isso deu bom dia para os presentes perguntando sobre o que significa a palavra digital. Foram várias as respostas, desde referências ao ambiente tecnológico até os devices e internet das coisas.

Todos estamos 100% conectados e 24 horas por dia. O ser digital é uma extensão de nosso comportamento. O que foi um acessório, uma opção, hoje é indispensável, o tempo todo.

Mas na verdade, a resposta que Vivian procurava veio do dicionário: digital vem do latim (dígitos) que significa dedos e que para a sociedade moderna significa a representação de algumas grandezas por caracteres numéricos. Códigos binários que determinam um universo de combinações matemáticas que constituem sistemas lógicos. Enfim, o conceito de digital vai muito além da comunicação.

É possível utilizar o potencial do mundo digital como um aliado da comunicação?

Sim, claro que sim. O uso desse potencial está presente em nossas vidas, não é novidade. Mesmo quem nasceu na era anterior, analógica, se esforça para ser digital. Mas há uma diferença bem grande para os nativos digitais. Foi o que fez Vivian Pontes desejar estudar programação para entender mais de tecnologia e poder tirar partido dela no planejamento de comunicação. Curioso, perspicaz e ao mesmo tempo sinalizador da tal multidisciplinaridade que é outro fenômeno muito comum na área de comunicação.

Ter o conteúdo como rei, sem dominar os recursos digitais não traz tanto resultado para a comunicação hoje. Ao mesmo tempo, a virada do analógico para o digital não é fácil. “Deve haver um certo limite entre o 100% digital e o contato humano”, afirmou Rafael Cardoso França da DXC Technology.

Vivian ilustrou essa possibilidade com dois exemplos bem inspiradores: Nubank e Magazine Luiza.

O Nubank é uma empresa nativa digital, uma startup que desenvolve soluções simples, seguras e 100% digitais para o cliente ter o controle do seu dinheiro literalmente nas suas mãos. O Nubank emite e administra um cartão de crédito com a bandeira MasterCard, e tem como objetivo melhorar a experiência dos clientes com cartão de crédito através do uso de novas tecnologias e design. Quer conhecer? Vai lá https://www.nubank.com.br/sobre-nos. A experiência é virtual, mas o serviço é real!

O Magazine Luiza conquistou aumento no valor de suas ações e vem inovando no relacionamento com seus clientes por meio de estratégias de comunicação digitais. A mais recente e bem-sucedida foi abrir um perfil no Tinder e obter mais de 150 mil matches, que significam “candidatos a se relacionar” com a marca. Isso porque o Tinder é um dos sites de relacionamento online mais utilizados para ampliar seu círculo social e conhecer pessoas. Desta forma, a marca conheceu e se aproximou de mais clientes, ou futuros clientes. Inteligente, não?

“Essa estratégia de comunicação tem sido consistente”, afirmou Vinícius Amaral da Fundação Vanzolini, “ eles são a 1ª loja online no Facebook e o 2ª eCommerce a criar uma personagem para humanizar a comunicação digital com seus clientes.”

Comunicação corporativa no contexto das redes sociais: organizações, empregados, consumidores… quem de fato comunica?

O grande desafio é fazer o cliente ser bem atendido. E para isso, deve-se construir a experiência do usuário. Por esse motivo, o público interno é tão fundamental para traçar novas estratégias. “Começa dentro de casa a avaliação dessa experiência e quanto mais estruturas matriciais puderam se reunir para pensar, mais próximas da experiência do cliente elas serão”, eu acredito.

A comunicação continua encantando, construindo relacionamentos e fortalecendo marcas. Como pontuou a Izolda Cremonine, também presente neste Pão: “estamos sempre no gerúndio porque o futuro é amanhã”.

E nós, profissionais de comunicação, como nos posicionamos em um universo tão dinâmico e que se transforma rápido e constantemente?

Para Vivian, as características de imediatismo, baixo investimento de recursos físicos e gestão de dados são muito sedutoras para a comunicação, mas aconselha a usarmos a interface digital na medida justa da confiança. “Devemos priorizar a criação de vínculos e analisar qual é o relacionamento digital que a sua organização pode estabelecer, sem ferir sua cultura. O pior resultado é a marca parecer ser digital, quando na verdade não é.”

O seu principal conselho foi recomendar ao profissional de comunicação se aperfeiçoar no entendimento da tecnologia, ampliar seu ângulo de visão para desenhar novas soluções de comunicação, para elaborar as mensagens e poder projetar como elas serão disseminadas. Ou seja, estudar sempre!

Vale registrar que neste pão também estiveram presentes: Milena Prado das Neves, da Construtora Passarelli, Luiz Santiago, da Universidade Cidade de São Paulo, e Gabriella Claudino Reigadas, do Hospital Albert Einstein. Foi u prazer receber a todos!

Milena Prado das Neves, Analista de Comunicação na Construtora Passarelli

 

Vinícius Amaral, Coordenador de Comunicação e Marketing da Fundação Vanzolini

129º Pão com Manteiga Especial 25 anos KF e 50 anos Aberje

As narrativas e o ambiente corporativo contemporâneo

Em julho de 2017 o Pão com Manteiga completou 15 anos. Para trazermos de volta o mesmo gostinho do 1º encontro, convidamos o prof. Paulo Nassar para celebrar essa conquista e homenageá-lo por ter acreditado na proposta do Pão desde o começo. Ele foi o 1º consultor convidado em julho de 2002, protagonista desta narrativa que continua até hoje.

Outro marco do 129º PCM foi realiza-lo na Aberje, Associação que chega a 50 anos de existência também este ano. Tantos anos somados aos 25 anos da KF Comunicação, tornaram esse café da manhã pra lá de especial, com bolo de aniversário, velinhas de 90 anos e todas essas boas desculpas para nos reunirmos.

 

Desejo e Reparação

Título de um longa metragem, esse drama é baseado no livro de Ian McEwan acompanha a vida de dois jovens amantes, Cecilia Tallis e Robbie Turner. Quando o casal é separado por causa de uma mentira inventada por Briony, irmã caçula e ciumenta de Cecilia, todos sofrem com as consequências. Robbie é preso, mas quando seus caminhos se cruzam novamente durante a Segunda Guerra Mundial, surge uma nova esperança.

Metaforicamente, Paulo Nassar nos disse que algumas empresas no Brasil passam por um momento de reparação. Para ele, a adoção de narrativas críveis é o que fará voltar a credibilidade nessas marcas, perdia por crises e casos de corrupção.

Todo o contexto e momento de ebulição atual, exemplifica conceitos de Marshall McLuhan, educador, intelectual, filósofo e teórico da comunicação canadense. Conhecido por vislumbrar a Internet quase trinta anos antes de ser inventada, ele definiu que o excesso de mensagens causa catatonia – uma alternância entre períodos de passividade e de negativismo e períodos de súbita excitação -, enquanto que a falta de mensagens provoca alucinações – distúrbios que consistem na percepção de objetos inexistentes, acompanhados da convicção inabalável na existência dos mesmos.

Para Nassar, um dos efeitos dessa realidade é a perda de identidade.  Nesse presente momento, a sociedade atual exige narrativas mais complexas. “O trabalhador não é mais só músculo, ele se relaciona e se emociona”, afirma. Portanto, a comunicação corporativa precisa atender a essas novas necessidades humanas.

 

“Temos que assumir nossas imperfeições para haver mudanças”. Esse foi o pedido feito por Nassar para despertar o desejo nos comunicadores de fazer uso das narrativas. Para ele, as narrativas organizam a nossa experiência, tanto individual quanto coletiva. E englobam a noção de tempo e espaço. Desta fora, não há comunicação eficiente, se não levar em consideração o contexto.

Citando Alberto Manguel – escritor, organizador de antologiaseditor e romancista -, Nassar afirmou que precisamos dos outros para falar e para que nos devolvam o que dissemos. É um constante exercício de identidade.

 

Chapa quente pode ser uma boa narrativa

A dimensão da responsabilidade do comunicador se encarada como a dimensão da oportunidade gera muito otimismo. Basta olhar a grande quantidade de narrativas e a velocidade com as quais as informações são disseminadas. A atuação dos comunicadores no ambiente corporativo é cada vez mais desafiadora. Nossa proposta é continuar a construir narrativas e a defendê-las como parte fundamental da estratégia de marca, imagem e reputação.

De forma muito amistosa, a equipe da KF recebeu seus convidados com novidades na narrativa do Pão: pela 1a vez em 15 anos nosso pãozinho com manteiga foi preparado na hora por um “chapeiro” de padaria. Hum, que delícia! Um sabor especial que provocou vínculos afetivos aos presentes.

Obrigado a todos que nos prestigiaram e desejamos vida longa para o Pão com Manteiga!

 

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128º Pão com Manteiga: O Uso do WhatsApp: na comunicação e nas relações de trabalho

No dia 28 de junho, conversamos sobre o uso crescente dos aplicativos de troca de mensagens instantâneas na comunicação organizacional e nas relações de trabalho. Vimos como esse uso potencializa a comunicação multiplataforma entre funcionários e públicos externos à organização, mas também favorecem o uso indiscriminado de informações estratégicas organizacionais.

Fabiana Moreira Gaviolli trouxe para nosso café os resultados de sua pesquisa de mestrado em Comunicação Institucional e Mercadológica sobre o uso do WhatsApp entre 1.054 pessoas de 22 a 70 anos. Curiosa por descobrir como essa nova tecnologia impactou a relação entre as pessoas e a comunicação nas relações de trabalho, foi a fundo na observação dos novos hábitos e no uso da linguagem. Acima de 80% dos seus entrevistados afirma que os emojis facilitam a comunicação. Para ela, há uma variação de percepção sobre o significado desses símbolos entre as pessoas e os grupos aos quais fazem parte. “Cada pessoa tem seu repertório de vida e faz uso dele na hora de se comunicar. A intencionalidade está na linguagem, porque a comunicação é refém da percepção, que trabalha a partir dos repertórios de vida particulares, desenvolvidas por uma série de fatores como cultura, tempo, espaço, crenças, valores, sociedade, linguagem, hábitos, experiências, dentre outros”.

 

O uso da linguagem dos emojis por meio do WhatsApp

Os emojis são signos de imagem usados no ambiente e na comunicação digital criados por Shigetaka Kurita, então funcionário da NTT DoCoMo, no Japão durante a década de 90.

Na troca de informações o ato de comunicar ocorre quando há o compartilhamento de significado. Com o uso dos emojis, a linguagem “escrita” nas mensagens ganha conotação de fala, carrega sentimento e emoção.

Hoje é possível pesquisar mais de 880 expressões em linguagem emoji na web, o que representa a riqueza de tipos em nossa sociedade. Mas cuidado, deve-se observar algumas regrinhas de ouro para se comunicar educadamente, como por exemplo: observar o horário de envio das mensagens e distorções no entendimento dos significados dos emojis.

Hoje não mais analisamos mensagens como simples “receptores”, participamos ativamente do processo comunicacional. O pensamento é organizado pela posse e pelo uso da linguagem.

 

Em Busca da Interação Instantânea 

Nos primórdios da comunicação, os monges tornavam comuns alguns assuntos durante as refeições, ato que ficou conhecido como “comunicati” e que determinou a quebra do isolamento, imposta pelos votos religiosos, para se comunicar. Hoje, a tecnologia nos isola para se comunicar, pois usamos o celular e as redes sociais individualmente sem precisar do encontro físico, conversamos no mundo virtual. “Observamos as novas tecnologias como plataformas ‘ponte’ e não como plataformas ‘muro’, justamente por propiciar um aumento de interação entre as pessoas, por acelerar o movimento comunicacional”, falou Fabiana.

Cada vez mais os aparelhos celulares serão uma extensão do corpo humano cumprindo funções de comunicação, informação e interatividade em tempo real, e passarão a sensação de segurança na troca de mensagens, de um ambiente protegido. Portanto, a comunicação mobile faz parte do ambiente corporativo.

 

O WhatsApp como ferramenta de comunicação

Essa dimensão de comunicação favorece o relacionamento, mas também cria uma falsa sensação de “privacidade e confidencialidade” quando pensamos no meio em que os relacionamentos acontecem atualmente.

Qual aplicativo vocês utilizam para a troca de mensagens instantâneas sobre o trabalho?

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Para Fabiana, esse dado de pesquisa significa que a rádio peão migrou do café para o WhatsApp. Os grupos ou cada colaborador usa o aplicativo para legitimar informações que ainda não foram formalizadas pela comunicação. Concorda? Nós concordamos e é por isso que o seu uso está cada vez mais disseminador no ambiente corporativo, apesar de 79% dizer que a empresa não tem ou que desconhece um manual de boas práticas para uso do aplicativo. E mais, os funcionários conversam com todos os stakeholders da empresa pelo WhatsApp. Prova disso, são os mais de 45% dos entrevistados que compartilham informações da empresa com públicos externos.
A comunicação interna deve disciplinar o uso do aplicativo, estabelecendo uma política e disseminar essa política para criar cultura, pois ele:

  • Facilita o trabalho em equipe
  • Traz velocidade à tomada de decisão
  • Modera grupos e pode se estratégico no engajamento dos funcionários às ações corporativas

Essas conclusões fazem parte da prática de algumas s presentes ao encontro, como Magazine Luiza, Vale Fertilizantes e Sodexo.

“O Whatsapp é uma ferramenta de comunicação incrível, explorar o seu potencial pode fazer toda a diferença na comunicação interna de uma empresa. Na Rádio Luiza nós procuramos ter um contato interativo e rápido com os nossos colaboradores diariamente, e a ferramenta tem nos proporcionado isso de uma forma fantástica!

 

 

Eles pedem música, mandam recados, interagem de forma rápida e espontânea! Sem dúvida é uma inovação na forma de fazer comunicação interna que precisa ser estudada! Dayane Marmello – Shasta Music

“O WhatsApp se tornou, em 2017, uma ferramenta indispensável para nossa empresa se aproximar dos empregados,
principalmente daqueles que atuam em atividades operacionais devido ao perfil e horário de trabalho. Além disso,
se tornou uma forma de chegarmos também nos familiares.

Precisamos ter em mente que as tendências e abordagens externas de sucesso, principalmente aquelas presentes nas
redes sociais, são oportunidades de aprendizagem e ferramentas importantíssimas para as estratégias de comunicação interna.
Atualmente, a solução não é considerada um veículo oficial corporativo, porém é mais uma forma dos empregados se manterem
atualizados e torná-los disseminadores de informações.

O uso do WhatsApp pela Comunicação Interna da Vale Fertilizantes respeita uma série de políticas, tais como só enviar
mensagens para aqueles que pediram para fazer parte da lista de distribuição por meio de cadastro na Intranet, além do cuidado com o horário de interação,
que só acontece dentro do expediente administrativo.

Para a ferramenta são desenvolvidos dentro das campanhas memes diversos inspirados em novidades da Internet, com um pitada de humor
e bastante interação. Além disso, são criados vídeos curtos divulgando programas da empresa, gifs e imagens. Os envios
são geridos por um fornecedor externo, que ao final de cada mês prepara um relatório de análise do período, incluindo número de peças
enviadas, público impactado, número de visualizações e interações, feedbacks recebidos, entre outros.

Ainda estamos em uma fase piloto de análise e aperfeiçoamento das estratégias, porém que já nos traz inputs muito importantes
dentro de cada iniciativa de comunicação interna.”

Thaís Santos Chaves
Comunicação, Relações com Comunidades e Institucionais
Vale Fertilizantes

Clique no link veja o pdf – http://kfcomunicacao.com/pao/2017/128/PDF-PCM-128.pdf

 

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Acorde! n° 19 para um mundo melhor

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Entrevista

A presença da mulher nas organizações e a importância do empoderamento feminino. Para falar sobre esses temas, convidamos Maria Silvia Monteiro Costa, Relações Públicas, diretora executiva da Artha, consultoria que identifica, estabelece, monitora e mensura a confiança nos ambientes corporativos, combinando as dimensões emocionais do ser humano com a eficiência do negócio.

A mulher em posições de liderança

“Temos exemplos de mulheres que estão no alto poder em países, como a Angela Merkel, na Alemanha e a Theresa May, na Inglaterra, e também na direção de grandes empresas. A medida em que temos modelos notáveis, ele vai se espalhando para outros lugares. Elas vão ganhando cada vez mais espaço e inspirando as pessoas. Ainda vivemos em um ambiente com uma cultura muito patriarcal, não significa que são lugares que a mulher não possa ocupar, mas é necessário ter essa clareza sobre as limitações culturais das empresas, os preconceitos, mas isso não pode afetar o quem ela realmente é.”

Empoderamento

“Quando a mulher tem segurança de quem é e das suas potencialidades, ela já se coloca no mercado de uma maneira completamente diferente. Então, se autoconhecer é o que eu recomendo para as pessoas. Isso significa ter autoestima e confiança de que tudo pode, e o que não pode é algo que não depende dela.

A mulher tem que ser forte com aquilo que é sua a verdade, valorizando as suas características. O empoderamento feminino passa pelo autoconhecimento, passa por como ela se coloca no mercado e pelo fato do quanto o ambiente externo limita os seus potenciais internos. Ao encontrar essas vulnerabilidades, ela poderia buscar formas de se desenvolver e se fortalecer.”

Movimentos

“É importante que as empresas tomem consciência de que é necessário falar sobre o tema e que sejam mais igualitárias, com oportunidades de desenvolvimento para todos. A minha única observação é como essa narrativa será construída, para não colocar um gênero versus o outro, porque no lugar de se empoderar, abre-se um campo de discussão e no dia a dia de uma empresa nada é mais improdutivo do que instalar um clima como esse internamente. O ideal é colocar os gêneros em conciliação, pois os dois tem as fortalezas que uma empresa precisa, assim como também é essencial apoiar as mulheres para que elas possam, de fato, trabalhar de maneira igualitária.”

Equidade e empoderamento

waagTodas as pessoas são necessárias para falar de igualdade e respeito. Para estimular o protagonismo e o desenvolvimento profissional das mulheres da AccorHotels, cliente da KF Comunicação, a empresa criou o WAAG (Women at AccorHotels Generation). Entre as ações, foi implantado o programa de mentoring, para preparar as mulheres para atuar em posições de liderança, além de ativações em datas comemorativas e palestras sobre temas relacionados, envolvendo todos os colaboradores. A empresa também faz parte do HeforShe e dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, da Organização Mundial das Nações Unidas.

 

A mulher de comunicação

heforshePara compreender os desafios da mulher no mercado de comunicação, Paulo Nassar, presidente da Aberje e professor da ECA/USP, coordenou o estudo “A Mulher de Comunicação – Sua Força e Seus Desafios”, em parceria com Carlos Ramello, sócio-diretor da DMR Consulting. A pequisa contou com a participação de 478 comunicadoras e propôs um questionamento mais profundo sobre as relações de trabalho no País. O resultado foi compartilhado com as empresas membros da Associação.  Mais informações no site da Aberje www.aberje.com.br.

127º PCM – Provocações para uma Comunicação Interna Criativa

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Com total espírito de inovação, o 127º PCM ocorreu n a manhã do dia 24 de maio de 2017, totalmente baseado em experiências e novas linguagens para aplicar nos processos de comunicação.

Maria Silvia Monteiro Costa, diretora executiva da Artha, uma consultoria que identifica, estabelece, monitora e mensura a Confiança nos Ambientes Corporativos, introduziu o tema ao público presente, combinando as dimensões emocionais do ser humano com a eficiência do negócio.

Relações criativas e inovadoras em CI

Em sua fala bem provocativa, Maria Silvia nos fez refletir que confiança é a base para trabalhar as relações dentro das organizações, dando conforto e abertura para admitir erros, que gerarão o aprendizado. Para ela, está nas mãos da comunicação, estimular a inovação dentro das organizações. Basta observar o ambiente e sua cultura e liderar o processo de mudança. Parce fácil, não?

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Foi aí que a Kaleidoscópio Business Innovation, uma Consultoria de Inovação que participa e facilita processos de criação de soluções, iniciou uma atividade lúdica e em grupo para promover experiências de inovação.

“Inovação só pode ser considerada inovação quando resolve o problema de alguém”, disseram Maiana Brandão e Ana Hernandes da Kaleidoscópio. Enfrentar desafios está ligado a delegar poder para que as pessoas atuem e isso define uma relação de confiança.

Como vivência desses conceitos, elas fizeram uma provocação aos grupos que foi construir objetos sem falar. Assista a flashes dos resultados:



Os participantes se emvovleram de verdade na atividade, parabéns! E na rodada de conclusão final, os aprendizados foram:

  • Mesmo sem falar, se confiarmos no outro, a gente consegue se comunicar
  • Foi intuitivo respeitar os gestos, e pelos olhares escutar os outros
  • Dentro dos processos de comunicação não podemos nos apaixonar pelas ideias, é necessário deixar fluir, refletir sobre as soluções para provocar novas experiências

O uso de técnicas de Design Thinking colabora para quebrar o sendo da “minha” e da “sua” ideia, porém, o repertório de cada um é muito rico e não deve ser desperdiçado. Um trabalho para ser criativo exige novos modelos mentais, explicaram as consultoras da Kaleidoscópio.

Maria Silvia recomenda que a Cultura organizacional abra espaço para a confiança para que a comunicação promova ações que definitivamente contribuam para a estratégia de negócio.

“Foi muito bom participar deste encontro com vocês! A vivência proposta renovou minhas energias e foi um convite a pensar o novo e a procurar manter as pessoas que conheci próximas de alguma forma, ainda que seja por redes sociais. Parabéns à Claudia e Maria Silvia pelo evento! Abraços a todos e sucesso em suas empreitadas de comunicação!”, afirmou Ana Paula Gomes Vasconcelos da comunicação da Fundação Ezute, uma das participantes.

É possível contactar a Maria Silvia em https://www.linkedin.com/in/maria-silvia-monteiro-costa-b6b1a113/.

Deixamos aqui as redes sociais, para quem quiser saber mais sobre a Kaleidoscópio:

https://www.linkedin.com/company-beta/10903897/

https://www.facebook.com/KaleidoscopioBusinessInnovation/

http://www.kaleidoscopioinova.com.br/

126º PCM especial Abracom 15 anos: “Aqui tem Comunicação Corporativa”

 

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Criada em 2002, a Abracom é a entidade representativa das agências de comunicação corporativa. Criado em 2002, o Pão com Manteiga é o espaço de diálogo entre comunicadores. Por isso, o 126º café da manhã ocorreu na nova sede da entidade com Gisele Lorenzetti da LVBA e Ciro Dias Reis da Imagem Corporativa como convidados especiais.

Irene Ruberti coordenadora de projeto da equipe executiva da Abracom abriu o café mostrando um vídeo sobre a Campanha Somos Comunicação Corporativa (https://www.youtube.com/watch?v=1Am234nmbK8) que divulga a diversidade de serviços de comunicação aliada à multidisciplinaridade dos profissionais, uma iniciativa ímpar em defesa dos interesses dos associados e de todo o mercado de comunicação corporativa.

“Foi muito bom estar com vocês… Parabéns à KF pelo projeto. O PCM já faz parte do calendário oficial da comunicação corporativa no Brasil! ” Gisele Lorenzetti

Como vemos nosso mercado e o futuro dele?

 

image2Gisele vê com inquietação. Na opinião dela, a comunicação corporativa não evoluiu tanto quanto outros processos, da tecnologia à inovação, ficamos um pouco parados no tempo. “Fazemos ações da época da Kodak”, citando exemplo de uma grande marca, líder de mercado na década de 1980. Os novos negócios são disruptivos e por isso tem mais espaço para a comunicação, mas o mercado consolidado está engessado, há muitas regras e hierarquias, há bolsões de informação, mas não muita abertura para falar e ouvir. A comunicação corporativa ainda é muito ferramental. Há dilemas diários para como engajar e envolver os públicos.

Para Gisele é preciso nos inquietarmos diante dessas questões para evoluirmos nesse novo ambiente, definido pela Teoria VUCA (em inglês, Volatile, Uncertain, Complex and Ambiguous), que foi elaborada pela Escola de Guerra do Exército dos Estados Unidos para jogar luz sobre as mudanças no ambiente de segurança nos últimos 20 anos. Praticamente virou a própria razão de ser da instituição: desenvolver líderes capazes de atuar nesse mundo em transe.

Nesse cenário, como ficam as empresas? Cabe a elas ajustarem-se ao momento histórico. Foi-se o tempo em que bastava desenvolver um produto de qualidade, ter uma abordagem de marca criativa, traçar estratégias de venda. É necessário entender que vivemos em um mundo em acelerada transformação. E para tanto, comunicação é essencial, porque estamos na era da reputação. Hoje é impossível estabelecer uma linha entre as atividades de comunicação interna e externa para todos os membros da organização comunicarem-se em uma pluralidade crescente de mídias e plataformas. Tendo em conta estas novas realidades da cobertura da mídia, algumas organizações não se comunicam apenas estrategicamente, mas elas mesmas são a comunicação estratégica. VUCA não é mais u resumo do mundo, é um resumo da própria comunicação.

image3Gisele não está só em seu pensamento, a agradável presença da professora Andréia Athaydes da ULBRA, responsável pelo Latin American Communication Monitor (LCM) nos confirmou isso. Ela vem trabalhando nesse estudo com o forte objetivo de empoderar nosso mercado, junto de professores de 11 universidades da América Latina, Espanha e Estados Unidos. No Brasil, a coordenação e execução é sua e de Gustavo Becker, da Universidade Luterana do Brasil, e da professora Margarida Maria Krohling Kunsch, da Escola de Comunicação e Artes da USP, no Conselho Assessor.

 

O estudo

A edição 2016-2017 do estudo bienal explora, entre outros temas, o uso do Big Data, a automatização da comunicação, os temas estratégicos ou as competências dos comunicadores em função de gestão e mídias sociais. Trata também dos novos modelos para capacitar os altos executivos e a outros membros da organização em comunicação, do engagement com os públicos de interesse e papel dos influencers.

 

Big Data (grandes dados), por exemplo, fornece acesso a determinados grupos de stakeholders com alta precisão. No âmbito da comunicação estratégica, o Big Data envolve uma gestão praticamente em tempo real, ligada a uma perspectiva pró-ativa baseada em uma ativa escuta dos públicos.

 

Este estudo, com propósitos científicos e respeitando a confidencialidade, identifica as características dos departamentos de comunicação excelentes e permitirá comparações por países, por tipo de organização (empresas privadas, organizações sem fins lucrativos, organizações governamentais, agências, etc.) e com outros continentes, proporcionando resultados relevantes a nível mundial. A pesquisa foi desenvolvida online, dirigida aos profissionais de comunicação ativos em organizações, agências ou como freelancers.

 

Achados 2016-2017

A pesquisa teve a participação de 2.295 pessoas na América Latina, sendo 174 respondentes brasileiros. Destas, 60% ocupam cargos diretivos e a maioria tem mais de 10 anos de atuação profissional. As mulheres predominam no mercado e em torno de 60% têm mestrado ou doutorado. Em torno de 67% trabalham em distintos tipos de organizações e os demais em agências e consultoria.

 

Dados revelam que na América Latina os profissionais de comunicação utilizam menos o Big Data que em regiões da Europa e da Ásia. Somente 17% dos departamentos e das agências de comunicação já estão implementando atividades com o Big Data e 16% planejam implementá-las até o final de 2017. Os profissionais que mais utilizam o Big Data atuam em agências, na bolsa de valores e instituições públicas. Entre as organizações que já o utilizam, 71,2% recorrem a ele para planejar estratégias globais. Os dados são utilizados um pouco menos para orientar as ações do dia a dia (58,8%) e para justificar suas atividades (53,7%).

Outra informação apontada pelo LCM é que 27% do tempo produtivo dos profissionais é ocupado com a gestão das atividades de comunicação e das equipes; 21% é utilizado para alinhar a comunicação da organização com o cliente e seus stakeholders; e 17% em coaching para formar, aconselhar e habilitar os membros da organização ou clientes.

 

O que clientes ainda não descobriram sobre as agências de comunicação corporativa e poderiam lucrar com isso?

 

image4Com cerca de 200 associados em 19 estados e no Distrito Federal, a Abracom valoriza a cultura da comunicação corporativa e institucional por meio de posicionamentos éticos, excelência técnica e adoção das melhores práticas de gestão, contribuindo para a ampliação e fortalecimento do mercado. Portanto, contratar uma agência associada da Abracom faz toda a diferença. Para a professora Izolda Cremonine, também presente ao encontro, o papel da Associação é discutir a vanguarda.

Para Claudia Zanuso, sócia da KF há 25 anos e coordenadora do Grupo de Trabalho de Comunicação Interna da Abracom há 11 anos, as agências podem ocupar o espaço de interligação entre a academia e o mercado, melhorando a interlocução com os clientes. “Entendo que as agências são cada vez mais formadas por equipes altamente qualificadas e que nossos serviços são diferenciais de conhecimento específico que aportamos para as empresas. Com estratégia e experiência prática podemos contribuir em muito para a imagem corporativa.

image5E não por acaso, Imagem Corporativa é o nome da agência liderada por Ciro Dias Reis. Para concluir nosso café, coube a ele enumerar atitudes para os comunicadores adotarem como mantras de mudança do nosso atual modelo mental. Vamos a elas:

 

 

 

 

 

1. Ser mais persuasivos como nossos colegas da área de publicidade
2. Deixar de lado a visão tímida que temos no Brasil sobre a comunicação corporativa
3. Reforçar a consciência de classe
4. No mercado, precisamos falar grosso, nos impor; sentar à mesa com os adultos
5. Agir de forma articulada
6. Construir um ambiente propício para o negócio, cuidar do seu ecossistema
7. Se o negócio não oferecer margem, melhor não o fazer
8. E ter liberdade para sonhar e ampliar as nossas perspectivas.

Foi delicioso participar! Um forte abraço a todos os presentes.

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Acorde! para um mundo melhor nº 18

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Entrevista

Nesta edição, convidamos a jornalista Patrícia Capo, coordenadora de publicações da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel e editora da revista “O Papel”, publicação com 78 anos de circulação no mercado nacional e internacional, com foco no segmento de celulose e papel, para falar da comunicação como uma ferramenta essencial para manter o público informado e construir um relacionamento de transparência e confiança, principalmente em áreas que são muito visadas quando o assunto é sustentabilidade.

 Como fazer comunicação para setores considerados críticos com relação à sustentabilidade?

No passado, as empresas no mundo tinham uma forma de atuar com muito menos legislação e cobranças. No setor de celulose e papel, foi disseminado um conceito de que era uma atividade destrutiva. Criou-se um paradigma de que qualquer setor que usasse madeira como matéria-prima desmatava o meio ambiente, sendo que não era bem assim. Só que, conceitualmente, explicar isso para a sociedade exigia um planejamento alinhado de comunicação de todo um segmento e eles não estavam articulados para explicar, em uma linguagem única, que o meio ambiente não estava sendo prejudicado.

A visão negativa do setor criou um medo nas empresas e elas se fechavam em vez de se posicionar de outra forma ou de se colocar de uma maneira combatente. Quando algumas delas tentavam se explicar, isoladamente, não conseguiam passar a mensagem com a efetividade necessária. Mas isso já mudou bastante. As empresas se uniram e se fortaleceram como setor e a comunicação foi evoluindo a partir da mudança de posicionamento nas mídias e da forma de apresentar as informações. A entrada dos meios digitais também permitiu comunicar com mais agilidade, atingindo um maior número de pessoas do que no passado.

Quais as tendências em comunicação para essas áreas?

Os desafios serão cada vez maiores e a comunicação ficará cada vez mais complexa. É como escalar uma montanha, escorregar e em algum momento ter de recomeçar. Quando você acha que encontrou o ponto de efetividade, precisa rever o processo, porque no dia seguinte tudo mudou. Atualmente, há um volume absurdo de informações pelos meios digitais, e eu olho para trás e vejo que, em determinados casos, o uso do papel é mais efetivo que um e-mail marketing, por exemplo. Se eu envio uma mensagem para cinco mil pessoas e apenas cinco abriram, quanto que eu comuniquei? Nada! Então, se estou buscando pelo menos 70% de efetividade, preciso avaliar o que funciona e, às vezes, olhar pra trás e ver como eu comunicava. As coisas mudam muito rápido, pode ser que o que eu fazia anteriormente é o que está valendo para o público agora.

Como as empresas ligadas a essas áreas estão atuando nas redes sociais?

O que observo é que nessa questão as empresas ligadas a setores críticos ainda precisam evoluir bastante nas redes. Claro que há as que estão um passo à frente, as grandes, principalmente, que possuem uma estrutura para fazer comunicação digital. Mas, até algumas delas ainda não têm o tempo de resposta que esses veículos exigem e do que é esperado pelo cliente. A exposição proativa ainda é muito tímida, assim como a forma de se relacionar com o público. Às vezes, a empresa age apenas age reativamente quando o cliente faz uma abordagem, em vez de aproveitar o canal para se apresentar e defender seu posicionamento.


Meio Ambiente

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Com o objetivo de mostrar ao público que toda atitude de proteção ao meio ambiente é importante, a KF lançou a sua campanha de comemoração do Dia Mundial da Água, 22 de março. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, estima-se que um bilhão de pessoas carece de acesso ao abastecimento de água adequado, e entre as principais causas está o uso ineficiente. Para conhecer o conceito por trás dessa e de outras campanhas de sustentabilidade que fazemos, venha conversar com a gente. Confira!

 

Fique por dentro

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Mover-se nas grandes cidades está se tornando um grande desafio. Para mostrar a transformação da mobilidade urbana por meio do uso de bicicletas, foi criado o projeto Ciclos, do Itaú com a agência de mídia global Vice. O documentário conta a história de pessoas que inseriram o uso da bike na sua rotina. Veja mais!

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125º Pão com Manteiga – Comunicação Interna “Cocreada”, com Alejandro Formanchuk



A manhã de 15 de março começou de um jeito diferente. Enquanto havia caos na cidade de São Paulo, por conta da paralização do transporte público, o Pão com Manteiga recebia pela primeira vez um consultor internacional, Alejandro Formanchuk, Presidente da Asociación Argentina de Comunicación Interna. Mesmo com a mobilidade urbana comprometida, nos expusemos ao acaso e mantivemos o encontro, que acabou transcorrendo numa boa.

Com o tema Comunicação Interna “Cocreada , propositadamente escrito em ”portunhol”, tivemos um bate-papo com a participação de Filipa Nunes, da FH Consultoria, Carlos Carvalho, da Abracom, Rafael Santiago, da Atento, além de Amanda Lage, Marina Belei, Bete Alina e Sergio Garroncini, todos profissionais de comunicação.

Pensar em todo o universo significante de uma organização

Logo de início, Formanchuk ponderou que falta pensarmos em comunicação interna além dos meios. Na percepção dele, “comunicadores precisam estar atentos a todas as mensagens corporativas, além do espaço midiático. O salário é uma mensagem da empresa para o empregado. À medida em que essa remuneração não é compreendida, ela pode gerar insatisfação e, por consequência, desinteresse daquele profissional acerca das demais mensagens corporativas”.

Infelizmente, a área de comunicação interna não tem acesso a essa governabilidade durante o processo. Quando os problemas de comunicação são entendidos como “as mensagens não chegam”, os reduzimos a uma questão relacionada aos meios, quando na verdade, Formanchuk nos advertiu ser muito mais abrangente do que isso.

A colaboração, a compreensão e a coinfluência em ação

Para Alejandro, a comunicação interna deve falar menos e facilitar mais, no sentido de empoderar para que os outros falem. Por isso, aplica a “cocreação” com líderes e empregados, que, segundo ele, “é o empowerment (descentralização de poderes) que estrutura e pauta a boa comunicação. A comunicação corporativa transborda a área de CI”.

Há um imperativo no meio empresarial de que o líder deve se comunicar, mas se ele não participa da decisão, se não está envolvido na solução, não desenvolve a atitude disseminadora. “Comunicação é um ato de fé”, afirmou Formanchuk, e, portanto, precede de credibilidade e confiança. “Para evoluirmos, é preciso transformar a visão das empresas sobre o processo de comunicação e estabelecer regras do jogo”.

Podemos “cocrear” de várias formas e, por isso, exige muito planejamento, que começa por levantar boas perguntas: O que significa trabalhar nessa empresa? O que é uma boa comunicação? Interatividade nas redes sociais corporativas é cocriação? Qual o valor dessa interação? E continua pela área de comunicação assumindo o papel curador, na medida em que está apta a identificar os conteúdos relevantes para a estratégia do negócio.

Isso porque comunicação não é fim, é meio. Portanto, para Formanchuk, “cocrear” é decidir a mensagem junto. A cocriação está vinculada a aglutinar o conhecimento organizacional e motivar o compartilhamento deste conhecimento, por isso, deve-se dedicar tempo em equipes multidisciplinares e liderar os times, dirigindo-os para um objetivo comum.

Comunicação Interna é a cultura em movimento

A questão é que há mensagens contraditórias a todo momento, por conta de decisões equivocadas, mal estruturadas e reservadas a um pequeno centro de poder, afinal, dependendo da cultura, não compartilhar é também uma estratégia de sobrevivência. Por isso, não há como ser transparente todo o tempo, nem em todas as circunstâncias. Linhas de pensamento generalistas assim correm o risco de se tornar ingênuas e inócuas. Significa dizer que se uma empresa é fechada, não haverá espaço para cocriar e compartilhar 100% das vezes.

Artifícios como envolver o empregado para a escolha do nome do jornal interno, não se configura em cocriação para Formanchuk. Isso ele chama de falsa cocriação, por ser uma escolha que não vai influenciar em nada, qualificada como de baixo impacto.

A cocriação é transformadora, motivacional, e o comunicador deve ser o líder dessa mobilidade, capaz de fazer com que as pessoas movam suas ideias em prol da cultura, buscando um ponto de entendimento e colaboração.

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 Alejandro Formanchuk da FORMANCHUK & ASOCIADOS 

– Director de Formanchuk & Asociados  http://formanchuk.com.ar/

– Director de la Federación Iberoamericana de Comunicación Interna http://www.fideci.org/

– Presidente de la Asociación Argentina de Comunicación Interna http://www.aadeci.com.ar/