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130º Pão com Manteiga Desafios e tendências da comunicação na era digital

Vivian Pontes, consultora convidada e Claudia Zanuso, sócia-diretora da agência destacam principais pontos da edição.

Vivemos uma era digital ou mais que isso? Para responder esta e outras questões, convidamos Vivian Pontes para tomar café conosco no 130º PCM em 23 de agosto. Mestre pela USP, especialista em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Cásper Líbero e Comunicação Institucional da SOMOS Educação, Vivian tem formação em letras e por isso deu bom dia para os presentes perguntando sobre o que significa a palavra digital. Foram várias as respostas, desde referências ao ambiente tecnológico até os devices e internet das coisas.

Todos estamos 100% conectados e 24 horas por dia. O ser digital é uma extensão de nosso comportamento. O que foi um acessório, uma opção, hoje é indispensável, o tempo todo.

Mas na verdade, a resposta que Vivian procurava veio do dicionário: digital vem do latim (dígitos) que significa dedos e que para a sociedade moderna significa a representação de algumas grandezas por caracteres numéricos. Códigos binários que determinam um universo de combinações matemáticas que constituem sistemas lógicos. Enfim, o conceito de digital vai muito além da comunicação.

É possível utilizar o potencial do mundo digital como um aliado da comunicação?

Sim, claro que sim. O uso desse potencial está presente em nossas vidas, não é novidade. Mesmo quem nasceu na era anterior, analógica, se esforça para ser digital. Mas há uma diferença bem grande para os nativos digitais. Foi o que fez Vivian Pontes desejar estudar programação para entender mais de tecnologia e poder tirar partido dela no planejamento de comunicação. Curioso, perspicaz e ao mesmo tempo sinalizador da tal multidisciplinaridade que é outro fenômeno muito comum na área de comunicação.

Ter o conteúdo como rei, sem dominar os recursos digitais não traz tanto resultado para a comunicação hoje. Ao mesmo tempo, a virada do analógico para o digital não é fácil. “Deve haver um certo limite entre o 100% digital e o contato humano”, afirmou Rafael Cardoso França da DXC Technology.

Vivian ilustrou essa possibilidade com dois exemplos bem inspiradores: Nubank e Magazine Luiza.

O Nubank é uma empresa nativa digital, uma startup que desenvolve soluções simples, seguras e 100% digitais para o cliente ter o controle do seu dinheiro literalmente nas suas mãos. O Nubank emite e administra um cartão de crédito com a bandeira MasterCard, e tem como objetivo melhorar a experiência dos clientes com cartão de crédito através do uso de novas tecnologias e design. Quer conhecer? Vai lá https://www.nubank.com.br/sobre-nos. A experiência é virtual, mas o serviço é real!

O Magazine Luiza conquistou aumento no valor de suas ações e vem inovando no relacionamento com seus clientes por meio de estratégias de comunicação digitais. A mais recente e bem-sucedida foi abrir um perfil no Tinder e obter mais de 150 mil matches, que significam “candidatos a se relacionar” com a marca. Isso porque o Tinder é um dos sites de relacionamento online mais utilizados para ampliar seu círculo social e conhecer pessoas. Desta forma, a marca conheceu e se aproximou de mais clientes, ou futuros clientes. Inteligente, não?

“Essa estratégia de comunicação tem sido consistente”, afirmou Vinícius Amaral da Fundação Vanzolini, “ eles são a 1ª loja online no Facebook e o 2ª eCommerce a criar uma personagem para humanizar a comunicação digital com seus clientes.”

Comunicação corporativa no contexto das redes sociais: organizações, empregados, consumidores… quem de fato comunica?

O grande desafio é fazer o cliente ser bem atendido. E para isso, deve-se construir a experiência do usuário. Por esse motivo, o público interno é tão fundamental para traçar novas estratégias. “Começa dentro de casa a avaliação dessa experiência e quanto mais estruturas matriciais puderam se reunir para pensar, mais próximas da experiência do cliente elas serão”, eu acredito.

A comunicação continua encantando, construindo relacionamentos e fortalecendo marcas. Como pontuou a Izolda Cremonine, também presente neste Pão: “estamos sempre no gerúndio porque o futuro é amanhã”.

E nós, profissionais de comunicação, como nos posicionamos em um universo tão dinâmico e que se transforma rápido e constantemente?

Para Vivian, as características de imediatismo, baixo investimento de recursos físicos e gestão de dados são muito sedutoras para a comunicação, mas aconselha a usarmos a interface digital na medida justa da confiança. “Devemos priorizar a criação de vínculos e analisar qual é o relacionamento digital que a sua organização pode estabelecer, sem ferir sua cultura. O pior resultado é a marca parecer ser digital, quando na verdade não é.”

O seu principal conselho foi recomendar ao profissional de comunicação se aperfeiçoar no entendimento da tecnologia, ampliar seu ângulo de visão para desenhar novas soluções de comunicação, para elaborar as mensagens e poder projetar como elas serão disseminadas. Ou seja, estudar sempre!

Vale registrar que neste pão também estiveram presentes: Milena Prado das Neves, da Construtora Passarelli, Luiz Santiago, da Universidade Cidade de São Paulo, e Gabriella Claudino Reigadas, do Hospital Albert Einstein. Foi u prazer receber a todos!

Milena Prado das Neves, Analista de Comunicação na Construtora Passarelli

 

Vinícius Amaral, Coordenador de Comunicação e Marketing da Fundação Vanzolini

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