Acorde! n° 19 para um mundo melhor

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Entrevista

A presença da mulher nas organizações e a importância do empoderamento feminino. Para falar sobre esses temas, convidamos Maria Silvia Monteiro Costa, Relações Públicas, diretora executiva da Artha, consultoria que identifica, estabelece, monitora e mensura a confiança nos ambientes corporativos, combinando as dimensões emocionais do ser humano com a eficiência do negócio.

A mulher em posições de liderança

“Temos exemplos de mulheres que estão no alto poder em países, como a Angela Merkel, na Alemanha e a Theresa May, na Inglaterra, e também na direção de grandes empresas. A medida em que temos modelos notáveis, ele vai se espalhando para outros lugares. Elas vão ganhando cada vez mais espaço e inspirando as pessoas. Ainda vivemos em um ambiente com uma cultura muito patriarcal, não significa que são lugares que a mulher não possa ocupar, mas é necessário ter essa clareza sobre as limitações culturais das empresas, os preconceitos, mas isso não pode afetar o quem ela realmente é.”

Empoderamento

“Quando a mulher tem segurança de quem é e das suas potencialidades, ela já se coloca no mercado de uma maneira completamente diferente. Então, se autoconhecer é o que eu recomendo para as pessoas. Isso significa ter autoestima e confiança de que tudo pode, e o que não pode é algo que não depende dela.

A mulher tem que ser forte com aquilo que é sua a verdade, valorizando as suas características. O empoderamento feminino passa pelo autoconhecimento, passa por como ela se coloca no mercado e pelo fato do quanto o ambiente externo limita os seus potenciais internos. Ao encontrar essas vulnerabilidades, ela poderia buscar formas de se desenvolver e se fortalecer.”

Movimentos

“É importante que as empresas tomem consciência de que é necessário falar sobre o tema e que sejam mais igualitárias, com oportunidades de desenvolvimento para todos. A minha única observação é como essa narrativa será construída, para não colocar um gênero versus o outro, porque no lugar de se empoderar, abre-se um campo de discussão e no dia a dia de uma empresa nada é mais improdutivo do que instalar um clima como esse internamente. O ideal é colocar os gêneros em conciliação, pois os dois tem as fortalezas que uma empresa precisa, assim como também é essencial apoiar as mulheres para que elas possam, de fato, trabalhar de maneira igualitária.”

Equidade e empoderamento

waagTodas as pessoas são necessárias para falar de igualdade e respeito. Para estimular o protagonismo e o desenvolvimento profissional das mulheres da AccorHotels, cliente da KF Comunicação, a empresa criou o WAAG (Women at AccorHotels Generation). Entre as ações, foi implantado o programa de mentoring, para preparar as mulheres para atuar em posições de liderança, além de ativações em datas comemorativas e palestras sobre temas relacionados, envolvendo todos os colaboradores. A empresa também faz parte do HeforShe e dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, da Organização Mundial das Nações Unidas.

 

A mulher de comunicação

heforshePara compreender os desafios da mulher no mercado de comunicação, Paulo Nassar, presidente da Aberje e professor da ECA/USP, coordenou o estudo “A Mulher de Comunicação – Sua Força e Seus Desafios”, em parceria com Carlos Ramello, sócio-diretor da DMR Consulting. A pequisa contou com a participação de 478 comunicadoras e propôs um questionamento mais profundo sobre as relações de trabalho no País. O resultado foi compartilhado com as empresas membros da Associação.  Mais informações no site da Aberje www.aberje.com.br.

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