Acorde! para um mundo melhor nº 18

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Entrevista

Nesta edição, convidamos a jornalista Patrícia Capo, coordenadora de publicações da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel e editora da revista “O Papel”, publicação com 78 anos de circulação no mercado nacional e internacional, com foco no segmento de celulose e papel, para falar da comunicação como uma ferramenta essencial para manter o público informado e construir um relacionamento de transparência e confiança, principalmente em áreas que são muito visadas quando o assunto é sustentabilidade.

 Como fazer comunicação para setores considerados críticos com relação à sustentabilidade?

No passado, as empresas no mundo tinham uma forma de atuar com muito menos legislação e cobranças. No setor de celulose e papel, foi disseminado um conceito de que era uma atividade destrutiva. Criou-se um paradigma de que qualquer setor que usasse madeira como matéria-prima desmatava o meio ambiente, sendo que não era bem assim. Só que, conceitualmente, explicar isso para a sociedade exigia um planejamento alinhado de comunicação de todo um segmento e eles não estavam articulados para explicar, em uma linguagem única, que o meio ambiente não estava sendo prejudicado.

A visão negativa do setor criou um medo nas empresas e elas se fechavam em vez de se posicionar de outra forma ou de se colocar de uma maneira combatente. Quando algumas delas tentavam se explicar, isoladamente, não conseguiam passar a mensagem com a efetividade necessária. Mas isso já mudou bastante. As empresas se uniram e se fortaleceram como setor e a comunicação foi evoluindo a partir da mudança de posicionamento nas mídias e da forma de apresentar as informações. A entrada dos meios digitais também permitiu comunicar com mais agilidade, atingindo um maior número de pessoas do que no passado.

Quais as tendências em comunicação para essas áreas?

Os desafios serão cada vez maiores e a comunicação ficará cada vez mais complexa. É como escalar uma montanha, escorregar e em algum momento ter de recomeçar. Quando você acha que encontrou o ponto de efetividade, precisa rever o processo, porque no dia seguinte tudo mudou. Atualmente, há um volume absurdo de informações pelos meios digitais, e eu olho para trás e vejo que, em determinados casos, o uso do papel é mais efetivo que um e-mail marketing, por exemplo. Se eu envio uma mensagem para cinco mil pessoas e apenas cinco abriram, quanto que eu comuniquei? Nada! Então, se estou buscando pelo menos 70% de efetividade, preciso avaliar o que funciona e, às vezes, olhar pra trás e ver como eu comunicava. As coisas mudam muito rápido, pode ser que o que eu fazia anteriormente é o que está valendo para o público agora.

Como as empresas ligadas a essas áreas estão atuando nas redes sociais?

O que observo é que nessa questão as empresas ligadas a setores críticos ainda precisam evoluir bastante nas redes. Claro que há as que estão um passo à frente, as grandes, principalmente, que possuem uma estrutura para fazer comunicação digital. Mas, até algumas delas ainda não têm o tempo de resposta que esses veículos exigem e do que é esperado pelo cliente. A exposição proativa ainda é muito tímida, assim como a forma de se relacionar com o público. Às vezes, a empresa age apenas age reativamente quando o cliente faz uma abordagem, em vez de aproveitar o canal para se apresentar e defender seu posicionamento.


Meio Ambiente

kf-agua

 

Com o objetivo de mostrar ao público que toda atitude de proteção ao meio ambiente é importante, a KF lançou a sua campanha de comemoração do Dia Mundial da Água, 22 de março. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, estima-se que um bilhão de pessoas carece de acesso ao abastecimento de água adequado, e entre as principais causas está o uso ineficiente. Para conhecer o conceito por trás dessa e de outras campanhas de sustentabilidade que fazemos, venha conversar com a gente. Confira!

 

Fique por dentro

ciclos

 

Mover-se nas grandes cidades está se tornando um grande desafio. Para mostrar a transformação da mobilidade urbana por meio do uso de bicicletas, foi criado o projeto Ciclos, do Itaú com a agência de mídia global Vice. O documentário conta a história de pessoas que inseriram o uso da bike na sua rotina. Veja mais!

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