Deu na Folha de S. Paulo

Núcleo Memória Empresarial da KlaumonForma é referência na área. Claudia Zanuso, coordenadora no Núcleo, fala ao caderno Fovest sobre a importância dos historiadores para a memória empresarial. CARREIRA Historiador tem mais opções de atuação Cuidar do acervo histórico de empresas e participar de restaurações estão entre as atividades Marcelo Justo/Folha Imagem Carla de Oliveira, 27, no Museu de Arte Sacra de SP, onde trabalha; ela acaba de ir para o terceiro semestre do curso de história na Universidade Cruzeiro do Sul PATRÍCIA GOMES DA REPORTAGEM LOCAL Foi-se o tempo em que quem fazia faculdade de história tinha a sala de aula como destino líquido e certo. Hoje, as instituições de ensino continuam sendo opções muito frequentes para os graduados desse curso, mas elas têm dividido espaço cada vez maior com atividades bem diversificadas, como os ramos da memória empresarial, da museologia e da restauração. As empresas, por exemplo, têm requerido mais e mais profissionais formados em história para organizar e montar o acervo de sua própria trajetória. Para atender a uma demanda crescente, a empresa de comunicação Klaumon Forma montou um núcleo de memória empresarial especializado em assessorar companhias. “Elas nos procuram muito em datas cheias, em aniversário de 50, 60 anos. Mas também contratam historiadores para a manutenção do acervo”, diz Claudia Zanuso, que coordena o núcleo. O ramo da consultoria, com análises especializadas e pontuais, feitas sob encomenda, também tem movimentado o mercado de historiadores, afirma Andréa Borelli, coordenadora do curso de história da Universidade Cruzeiro do Sul. O trabalho de restauração, diz a professora, é outra atuação possível e é realizado com equipes multidisciplinares, em parceria com arquitetos. Além dessas áreas, os museus são outros destinos recorrentes. O de Arte Sacra de São Paulo, por exemplo, tem historiadores e estudantes de história trabalhando em seus corredores. Um deles é Carla de Oliveira, 27, que passou para o terceiro período na Universidade Cruzeiro do Sul. Entre suas funções diárias, está o acompanhamento e a monitoria de grupos de estudantes, além da elaboração de roteiros e de oficinas no museu. “O que eu faço não tem a formalidade e a rigidez da escola, mas é importante para a formação de crianças e adolescentes. Eu sou apaixonada por isso”, diz Carla, que pretende seguir no ramo que chama de educação não formal. Embora a educação não formal e outras atividades recentes tenham ajudado a alargar o mercado de trabalho para o formado em história, a sala de aula continua sendo o principal destino desse profissional, afirma Pedro Geraldo Tosi, coordenador do curso de história da Unesp, em Franca. “Com a expansão das universidades federais, cresceu a demanda por professores de nível superior.” No entanto, segundo a professora da Cruzeiro do Sul, se o destino é tradicional, as exigências para o recém-formado são novas. “Hoje em dia, as escolas de ponta exigem que o professor domine as novas tecnologias, as plataformas do ensino a distância, a lousa digital. Ele precisa saber aliar o conhecimento teórico ao tecnológico”, afirma Andréa. Seja qual for a atuação no mercado, os professores dos cursos de história são unânimes: quem escolhe prestar vestibular para essa carreira deve saber que enfrentará uma graduação com uma carga muito grande de leitura sobre uma ciência que não para nunca. Afinal, a cada dia que passa, a história fica um dia mais longa. Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/fovest/ www.nucleomemoriaempresarial.com.br