129º Pão com Manteiga Especial 25 anos KF e 50 anos Aberje

As narrativas e o ambiente corporativo contemporâneo

Em julho de 2017 o Pão com Manteiga completou 15 anos. Para trazermos de volta o mesmo gostinho do 1º encontro, convidamos o prof. Paulo Nassar para celebrar essa conquista e homenageá-lo por ter acreditado na proposta do Pão desde o começo. Ele foi o 1º consultor convidado em julho de 2002, protagonista desta narrativa que continua até hoje.

Outro marco do 129º PCM foi realiza-lo na Aberje, Associação que chega a 50 anos de existência também este ano. Tantos anos somados aos 25 anos da KF Comunicação, tornaram esse café da manhã pra lá de especial, com bolo de aniversário, velinhas de 90 anos e todas essas boas desculpas para nos reunirmos.

 

Desejo e Reparação

Título de um longa metragem, esse drama é baseado no livro de Ian McEwan acompanha a vida de dois jovens amantes, Cecilia Tallis e Robbie Turner. Quando o casal é separado por causa de uma mentira inventada por Briony, irmã caçula e ciumenta de Cecilia, todos sofrem com as consequências. Robbie é preso, mas quando seus caminhos se cruzam novamente durante a Segunda Guerra Mundial, surge uma nova esperança.

Metaforicamente, Paulo Nassar nos disse que algumas empresas no Brasil passam por um momento de reparação. Para ele, a adoção de narrativas críveis é o que fará voltar a credibilidade nessas marcas, perdia por crises e casos de corrupção.

Todo o contexto e momento de ebulição atual, exemplifica conceitos de Marshall McLuhan, educador, intelectual, filósofo e teórico da comunicação canadense. Conhecido por vislumbrar a Internet quase trinta anos antes de ser inventada, ele definiu que o excesso de mensagens causa catatonia – uma alternância entre períodos de passividade e de negativismo e períodos de súbita excitação -, enquanto que a falta de mensagens provoca alucinações – distúrbios que consistem na percepção de objetos inexistentes, acompanhados da convicção inabalável na existência dos mesmos.

Para Nassar, um dos efeitos dessa realidade é a perda de identidade.  Nesse presente momento, a sociedade atual exige narrativas mais complexas. “O trabalhador não é mais só músculo, ele se relaciona e se emociona”, afirma. Portanto, a comunicação corporativa precisa atender a essas novas necessidades humanas.

 

“Temos que assumir nossas imperfeições para haver mudanças”. Esse foi o pedido feito por Nassar para despertar o desejo nos comunicadores de fazer uso das narrativas. Para ele, as narrativas organizam a nossa experiência, tanto individual quanto coletiva. E englobam a noção de tempo e espaço. Desta fora, não há comunicação eficiente, se não levar em consideração o contexto.

Citando Alberto Manguel – escritor, organizador de antologiaseditor e romancista -, Nassar afirmou que precisamos dos outros para falar e para que nos devolvam o que dissemos. É um constante exercício de identidade.

 

Chapa quente pode ser uma boa narrativa

A dimensão da responsabilidade do comunicador se encarada como a dimensão da oportunidade gera muito otimismo. Basta olhar a grande quantidade de narrativas e a velocidade com as quais as informações são disseminadas. A atuação dos comunicadores no ambiente corporativo é cada vez mais desafiadora. Nossa proposta é continuar a construir narrativas e a defendê-las como parte fundamental da estratégia de marca, imagem e reputação.

De forma muito amistosa, a equipe da KF recebeu seus convidados com novidades na narrativa do Pão: pela 1a vez em 15 anos nosso pãozinho com manteiga foi preparado na hora por um “chapeiro” de padaria. Hum, que delícia! Um sabor especial que provocou vínculos afetivos aos presentes.

Obrigado a todos que nos prestigiaram e desejamos vida longa para o Pão com Manteiga!

 

pecinha

128º Pão com Manteiga: O Uso do WhatsApp: na comunicação e nas relações de trabalho

No dia 28 de junho, conversamos sobre o uso crescente dos aplicativos de troca de mensagens instantâneas na comunicação organizacional e nas relações de trabalho. Vimos como esse uso potencializa a comunicação multiplataforma entre funcionários e públicos externos à organização, mas também favorecem o uso indiscriminado de informações estratégicas organizacionais.

Fabiana Moreira Gaviolli trouxe para nosso café os resultados de sua pesquisa de mestrado em Comunicação Institucional e Mercadológica sobre o uso do WhatsApp entre 1.054 pessoas de 22 a 70 anos. Curiosa por descobrir como essa nova tecnologia impactou a relação entre as pessoas e a comunicação nas relações de trabalho, foi a fundo na observação dos novos hábitos e no uso da linguagem. Acima de 80% dos seus entrevistados afirma que os emojis facilitam a comunicação. Para ela, há uma variação de percepção sobre o significado desses símbolos entre as pessoas e os grupos aos quais fazem parte. “Cada pessoa tem seu repertório de vida e faz uso dele na hora de se comunicar. A intencionalidade está na linguagem, porque a comunicação é refém da percepção, que trabalha a partir dos repertórios de vida particulares, desenvolvidas por uma série de fatores como cultura, tempo, espaço, crenças, valores, sociedade, linguagem, hábitos, experiências, dentre outros”.

 

O uso da linguagem dos emojis por meio do WhatsApp

Os emojis são signos de imagem usados no ambiente e na comunicação digital criados por Shigetaka Kurita, então funcionário da NTT DoCoMo, no Japão durante a década de 90.

Na troca de informações o ato de comunicar ocorre quando há o compartilhamento de significado. Com o uso dos emojis, a linguagem “escrita” nas mensagens ganha conotação de fala, carrega sentimento e emoção.

Hoje é possível pesquisar mais de 880 expressões em linguagem emoji na web, o que representa a riqueza de tipos em nossa sociedade. Mas cuidado, deve-se observar algumas regrinhas de ouro para se comunicar educadamente, como por exemplo: observar o horário de envio das mensagens e distorções no entendimento dos significados dos emojis.

Hoje não mais analisamos mensagens como simples “receptores”, participamos ativamente do processo comunicacional. O pensamento é organizado pela posse e pelo uso da linguagem.

 

Em Busca da Interação Instantânea 

Nos primórdios da comunicação, os monges tornavam comuns alguns assuntos durante as refeições, ato que ficou conhecido como “comunicati” e que determinou a quebra do isolamento, imposta pelos votos religiosos, para se comunicar. Hoje, a tecnologia nos isola para se comunicar, pois usamos o celular e as redes sociais individualmente sem precisar do encontro físico, conversamos no mundo virtual. “Observamos as novas tecnologias como plataformas ‘ponte’ e não como plataformas ‘muro’, justamente por propiciar um aumento de interação entre as pessoas, por acelerar o movimento comunicacional”, falou Fabiana.

Cada vez mais os aparelhos celulares serão uma extensão do corpo humano cumprindo funções de comunicação, informação e interatividade em tempo real, e passarão a sensação de segurança na troca de mensagens, de um ambiente protegido. Portanto, a comunicação mobile faz parte do ambiente corporativo.

 

O WhatsApp como ferramenta de comunicação

Essa dimensão de comunicação favorece o relacionamento, mas também cria uma falsa sensação de “privacidade e confidencialidade” quando pensamos no meio em que os relacionamentos acontecem atualmente.

Qual aplicativo vocês utilizam para a troca de mensagens instantâneas sobre o trabalho?

NMSZAP

 

Para Fabiana, esse dado de pesquisa significa que a rádio peão migrou do café para o WhatsApp. Os grupos ou cada colaborador usa o aplicativo para legitimar informações que ainda não foram formalizadas pela comunicação. Concorda? Nós concordamos e é por isso que o seu uso está cada vez mais disseminador no ambiente corporativo, apesar de 79% dizer que a empresa não tem ou que desconhece um manual de boas práticas para uso do aplicativo. E mais, os funcionários conversam com todos os stakeholders da empresa pelo WhatsApp. Prova disso, são os mais de 45% dos entrevistados que compartilham informações da empresa com públicos externos.
A comunicação interna deve disciplinar o uso do aplicativo, estabelecendo uma política e disseminar essa política para criar cultura, pois ele:

  • Facilita o trabalho em equipe
  • Traz velocidade à tomada de decisão
  • Modera grupos e pode se estratégico no engajamento dos funcionários às ações corporativas

Essas conclusões fazem parte da prática de algumas s presentes ao encontro, como Magazine Luiza, Vale Fertilizantes e Sodexo.

“O Whatsapp é uma ferramenta de comunicação incrível, explorar o seu potencial pode fazer toda a diferença na comunicação interna de uma empresa. Na Rádio Luiza nós procuramos ter um contato interativo e rápido com os nossos colaboradores diariamente, e a ferramenta tem nos proporcionado isso de uma forma fantástica!

 

 

Eles pedem música, mandam recados, interagem de forma rápida e espontânea! Sem dúvida é uma inovação na forma de fazer comunicação interna que precisa ser estudada! Dayane Marmello – Shasta Music

“O WhatsApp se tornou, em 2017, uma ferramenta indispensável para nossa empresa se aproximar dos empregados,
principalmente daqueles que atuam em atividades operacionais devido ao perfil e horário de trabalho. Além disso,
se tornou uma forma de chegarmos também nos familiares.

Precisamos ter em mente que as tendências e abordagens externas de sucesso, principalmente aquelas presentes nas
redes sociais, são oportunidades de aprendizagem e ferramentas importantíssimas para as estratégias de comunicação interna.
Atualmente, a solução não é considerada um veículo oficial corporativo, porém é mais uma forma dos empregados se manterem
atualizados e torná-los disseminadores de informações.

O uso do WhatsApp pela Comunicação Interna da Vale Fertilizantes respeita uma série de políticas, tais como só enviar
mensagens para aqueles que pediram para fazer parte da lista de distribuição por meio de cadastro na Intranet, além do cuidado com o horário de interação,
que só acontece dentro do expediente administrativo.

Para a ferramenta são desenvolvidos dentro das campanhas memes diversos inspirados em novidades da Internet, com um pitada de humor
e bastante interação. Além disso, são criados vídeos curtos divulgando programas da empresa, gifs e imagens. Os envios
são geridos por um fornecedor externo, que ao final de cada mês prepara um relatório de análise do período, incluindo número de peças
enviadas, público impactado, número de visualizações e interações, feedbacks recebidos, entre outros.

Ainda estamos em uma fase piloto de análise e aperfeiçoamento das estratégias, porém que já nos traz inputs muito importantes
dentro de cada iniciativa de comunicação interna.”

Thaís Santos Chaves
Comunicação, Relações com Comunidades e Institucionais
Vale Fertilizantes

Clique no link veja o pdf – http://kfcomunicacao.com/pao/2017/128/PDF-PCM-128.pdf

 

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Nossa missão na DSM

DSMA DSM é uma multinacional nos setores de Saúde – Nutrição – Materiais, que trouxe para o Brasil o HR Transformation, o conceito global para gestão de pessoas e que implicou e uma campanha de comunicação interna criada pela KF Comunicação.

A agência desenvolveu o conceito e o KV da campanha, além de planejar mensagens chave para todos os públicos impactados com a mudança, segmentando conteúdos dirigidos aos gestores e aos colaboradores.

O tom de inovação, alinhamento com melhores práticas globais e orientações para o uso, deu a base para o desdobramento da campanha, quando ocorreu o lançamento do Portal de Autosserviços.

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KF 25 anos

Manifesto2-02Para celebrar os seus 25 anos, a KF apresenta a sua marca comemorativa, que representa graficamente a experiência, a competência e flexibilidade da agência. Inspirada na história do design, ela mistura elementos de diferentes estilos, desde o movimento Art Nouveau à Era Digital. É composta por duas formas triangulares orgânicas que dão vida e movimento à imagem, permitindo maior adaptação à contextos e linguagens distintos. Com infinitas combinações e estéticas, traz a sensação de ausência de limites e sintetiza o dinamismo da agência.

 

 

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Art Nouveau (1893-1914) – Movimento que trouxe linhas longas e curvas, arabescos e movimentos sinuosos com cores fortes.

 

 

 

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Bauhaus (1919-1933) – Valorizou o desenho industrial e a simplificação. O foco total era na forma e função.

 

 

 

 

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Pop Art (1950/60) – Movimento que trouxe o uso de símbolos imaginários. Em busca da estética das massas, usava muitas cores e elementos chamativos.

 

 

 

Selo-25anosKF_4_PosModerno-01Pós – Modernismo (1970/80) – Nos anos 1970, expressou a quebra da previsibilidade modernista. Não havia preocupação com a legibilidade ou o cuidado com a imagem inteira. Caracterizou-se pela mistura de estilos, tipografias e técnicas. Em meados de 1980, a prática da computação gráfica se inseriu no design, e a estética do pixel e do bitmap passaram a ser valorizadas.

 

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Era digital (2000/2010) – Com os recursos da computação gráfica, inicia-se uma fase de grande experimentação e soluções novas, a exemplo das infinitas possibilidades de fundos, degrades e edições nas imagens. A internet como ferramenta de trabalho e a intensa comunicação online levou a uma forte busca pela simplicidade e pelo objetivo de passar a mensagem de forma direta.

 

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Hibridismo – Vivemos, hoje, um movimento no qual  tudo se mistura e se cruza. Diferentes linguagens se juntam para passar uma nova mensagem digital, impressa, estática, analógica, high-tech, manual, automática.